Este é um blog onde os estudantes da Escola Municipal de Teatro Carlos Nereu dispõem seus artigos. Fique a vontade para comentar.
Diretor da E. M. de Teatro Carlos Nereu: Vescio Lisboa (Subadro)
Professor: Francesco Rodrix
Revisor e colaborador: Tertuliano Neto
Qual a situação atual do Teatro Sandoval Wanderley? Fico muito triste quando passo pelo Alecrim e vejo o teatro fechado. Lembro quando o professor Helio Lima nos dava aulas e provas praticas o dia todo. Me recordo tambem quando a Quiteria por um periodo curto de direção pelo Sandoval me encheu de esperanças com seus projetos maravilhosos que infelizmente não pode se concretizar. Não é possivel que deixaremos nosso "teatrinho" morrer.
Por isso para aqueles que não conhecem a historia do nosso querido Sandoval Wanderley deixo um texto que li do Blog de Clodilte Tavares - Natal a Noiva do Sol.
Xero, Rayane Souza.
Nascido em Assu, em 1893, Sandoval Wanderley sempre esteve ligado ao teatro, participando de vários grupos e fundador do Conjunto Teatral Potiguar (1941) e do Teatro de Amadores de Natal (1951).
Começou como ator nos grupos amadores da cidade mas logo depois passou a dirigir seus próprios espetáculos. Sandoval escrevia, dirigia, escolhia o figurino, os cenários e ensaiava os atores. No seu pequeno Teatro, nos altos de uma casa numa esquina da rua Voluntários da Pátria foi onde eu o conheci, no ano de 1970.
Ele emprestava o espaço para os nossos ensaios e aprendemos todos, muito jovens e anárquicos que éramos, a respeitar sua figura pequena, magra, mas sempre irrepreensivelmente vestido, de terno escuro e gravata, fosse qual fosse a hora do dia.
Lembro-me de uma vez que fui com ele a uma das grandes lojas da cidade, para comprar os tecidos dos figurinos das “suas” atrizes, como ele dizia, só aceitando artigos da melhor qualidade. Ao caminhar comigo pela rua, oferecia-me o braço, e dizia que era uma honra andar pela cidade ao lado de uma mulher bonita. Sandoval era assim: galanteador, cavalheiresco e eu, uma estudante faminta e vestida de qualquer maneira, me sentia especial andando ao seu lado pelas ruas da cidade.
Racine Santos, que é um estudioso da sua obra, registrou 31 peças escritas por ele; mas sabe-se que escreveu muito mais. Ainda segundo Racine Santos, Sandoval Wanderley “…alcançou seus melhores momentos na comédia. (…) uma carpintaria ágil, domínio exato do tempo e um diálogo coloquial e espontâneo constituíam o segredo de suas comédias.”
Morreu em 1972, aos 79 anos, e fez teatro enquanto aguentou, enquanto a doença não o impediu. Sandoval Wanderley deixou um espaço impreencíndivel no teatro desta cidade.
Um comentário:
Qual a situação atual do Teatro Sandoval Wanderley?
Fico muito triste quando passo pelo Alecrim e vejo o teatro fechado. Lembro quando o professor Helio Lima nos dava aulas e provas praticas o dia todo. Me recordo tambem quando a Quiteria por um periodo curto de direção pelo Sandoval me encheu de esperanças com seus projetos maravilhosos que infelizmente não pode se concretizar.
Não é possivel que deixaremos nosso "teatrinho" morrer.
Por isso para aqueles que não conhecem a historia do nosso querido Sandoval Wanderley deixo um texto que li do Blog de Clodilte Tavares - Natal a Noiva do Sol.
Xero,
Rayane Souza.
Nascido em Assu, em 1893, Sandoval Wanderley sempre esteve ligado ao teatro, participando de vários grupos e fundador do Conjunto Teatral Potiguar (1941) e do Teatro de Amadores de Natal (1951).
Começou como ator nos grupos amadores da cidade mas logo depois passou a dirigir seus próprios espetáculos. Sandoval escrevia, dirigia, escolhia o figurino, os cenários e ensaiava os atores. No seu pequeno Teatro, nos altos de uma casa numa esquina da rua Voluntários da Pátria foi onde eu o conheci, no ano de 1970.
Ele emprestava o espaço para os nossos ensaios e aprendemos todos, muito jovens e anárquicos que éramos, a respeitar sua figura pequena, magra, mas sempre irrepreensivelmente vestido, de terno escuro e gravata, fosse qual fosse a hora do dia.
Lembro-me de uma vez que fui com ele a uma das grandes lojas da cidade, para comprar os tecidos dos figurinos das “suas” atrizes, como ele dizia, só aceitando artigos da melhor qualidade. Ao caminhar comigo pela rua, oferecia-me o braço, e dizia que era uma honra andar pela cidade ao lado de uma mulher bonita. Sandoval era assim: galanteador, cavalheiresco e eu, uma estudante faminta e vestida de qualquer maneira, me sentia especial andando ao seu lado pelas ruas da cidade.
Racine Santos, que é um estudioso da sua obra, registrou 31 peças escritas por ele; mas sabe-se que escreveu muito mais. Ainda segundo Racine Santos, Sandoval Wanderley “…alcançou seus melhores momentos na comédia. (…) uma carpintaria ágil, domínio exato do tempo e um diálogo coloquial e espontâneo constituíam o segredo de suas comédias.”
Morreu em 1972, aos 79 anos, e fez teatro enquanto aguentou, enquanto a doença não o impediu. Sandoval Wanderley deixou um espaço impreencíndivel no teatro desta cidade.
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