segunda-feira, 13 de junho de 2011

O GRUPO ESTANDARTE DE TEATRO DE 1986 A 2011.

O QUE O GRUPO TEM FEITO EM TODOS ESSES ANOS?  
O Grupo Estandarte de Teatro surgiu em 1986, porém pela ata surgiu em 1987. O grupo teve como berço a cidade do Natal-RN. Surgiu com alguns jovens atores que desejavam estudar e pesquisar a cultura popular, fazer teatro para o povo e levá-lo a todos. Em 13 de maio de 1987, o Grupo Estandarte de Teatro estreou no conselho comunitário de Cidade Nova, bairro da cidade do Natal.
Este grupo vem trabalhando com diversas direções teatrais, o que faz com que o mesmo tenha sua identidade única e que cada artista do grupo acabe  tendo várias experiências. Essa troca de direção contribui na formação de cada componente.
Ao longo do tempo o grupo não só fez teatro nas ruas, mas também no palco. Esse grupo fez e vem fazendo sua história no teatro do nosso estado.
 
O primeiro trabalho do grupo foi um fragmento do texto de Cézar Vieira, chamado “Bumba meu queixado”, desse fragmento foi montado o espetáculo A greve, que foi dirigida por um integrante do grupo e primeiro diretor, Carlos Nereu. Nesse momento alguns componentes saem do grupo e outros entram como vem acontecer em toda sua trajetória. E assim ao longo das apresentações, o elenco foi se modificando com a saída de alguns e a entrada de outros. O que foi representativo para a continuação do grupo, pois parte destas pessoas permaneceram no grupo até hoje.
 
Em 1989 estreia o segundo espetáculo do grupo com o texto do italiano Dário Fó, Não se paga, Não paga foi dirigido pela professora Vera Rocha, que foi convidada para desenvolver um trabalho de formação de atores com o grupo apresentando-se em conselhos comunitários, colégios estaduais e municipais, grêmios estudantis, clubes de mães, numa busca incessante para a criação de novas plateias e o conseguinte poder do questionamento e da crítica ao cidadão simples não afeito ao teatro (JORNAL DOIS PONTOS, 1994, p. 13).
A partir desse trabalho passa a fazer parte do grupo. Desde que vem fazendo parte deste o grupo se caracterizou por fazer um trabalho de pesquisa e estudos que permanece até hoje.

Após a apresentação do espetáculo Não se paga, Não se paga, o grupo iniciou uma nova jornada de trabalho, partiu para o espaço do teatro de rua, montando, assim, o espetáculo Dom Chicote mula manca, do paulista Oscar Von Pfuhl, este trabalho destacou a entrada da música que anteriormente já era utilizada nas montagens, mas neste momento aparece mais fortemente, e de elementos da cultura popular, tanto no figurino como na cenografia, no uso de materiais e cores, com referências às manifestações do Caboclinho e do Boi de Reis. Tendo na direção, João Marcelino que anos depois constrói junto com o grupo o espetáculo Bocas de Lobo, escrito especialmente para o grupo pelo dramaturgo Maurício de Arruda Mendonça. Estreando junto com o espaço teatral Casa da Ribeira em 2000, este espetáculo possibilita ao Grupo a volta para o espaço fechado de atuação.
 
Bocas de lobo:
 
No ano de 1997 o grupo monta o espetáculo Oropa, França e Bahia e três dramas sem entremeios, que veio a ser encenado após a pesquisa do diretor em cantigas populares, montou o espetáculo Oropa poema de Ascenso Ferreira e os três dramas de domínio público, à  frente da direção estava o integrante do grupo Lenilton Teixeira que se torna diretor.

Em 2002 montando o espetáculo A ilha desconhecida, dirigido por Lenilton Teixeira e baseado na obra de José Saramago “O conto da Ilha Desconhecida”, o Grupo apresenta um espetáculo que possibilita que as cenas aconteçam em vários espaços de atuação.
 
Em 2005 foi apresentado o espetáculo Uma coisa que não tem nome…, inspirado no romance “Ensaio sobre a cegueira”, de José Saramago, e dirigido por Lenilton Teixeira e Jefferson Fernades .
 
Em 2006 o grupo é convidado para participar do III Encontro Nacional de Artes e Educação Física apresentando o espetáculo A palavra é gesto. O espetáculo foi um experimento dos textos do grupo.
 
O Grupo Estandarte de Teatro se propõe a (re) contar uma história j contada por Ítalo Calvino que, por sua vez, ouviu das vozes que ecoam desde os tempos de Carlos Magno: o cavaleiro inexistente. Matrióchka. O espetáculo estreou em julho de 2007, no FEST EM CENA 2007.
 
No seu inicio o grupo tinha como componentes: Ivonete Albano, Júlio Cézar, Joiram Medeiros, João Campos, Natali Bernardo e Francisco Neto, e se encontravam na sede do Partido Comunista Brasileiro. Desenvolviam seus estudos em forma de seminários, e a cada dia temas diferentes eram discutidos, como ‘o que é povo’, ‘o que é cultura’, ‘o que é cultura de massas’; e foi em meio a essas discussões que surgiu a necessidade de estar se constituindo como grupo teatral, pois desde o início o foco das reuniões era o fazer teatral, fazendo com que estas pessoas assim se constituíssem e procurassem um nome que pudesse identificá-los como grupo de teatro. Foi ao ler uma lenda encontrada no texto do livro Teatro e a angústia dos homens, de Pierre-Aimé Touchard (1970, p. 9),
Que ao ler eles decidiram nomear o grupo como Grupo Estandarte de Teatro.
 
O Estandarte sublinha em seu book duas importantes viagens: a primeira em 90, para a participação no 1º Encontro Brasileiro de Teatro de Grupo em Ribeirão Preto, onde foi organizado um movimento nacional que culminou entre outras realizações na edição de dois números da revista Máscara que reúne grupos de vários estados do país. Em janeiro último o grupo se dirigiu a Sergipe onde participou do Festival São Cristóvão, travando contato com outras formas de expressão teatral (JORNALDOIS PONTOS, 1994, p. 13).
 
No ano de 1997 o grupo participa do Projeto Poesia Circular que se desenrolaria em seis meses de trabalho. Duas vezes por semana os atores entravam nos ônibus urbanos de Natal e declamavam poesias de autores potiguares.
 
O grupo sempre se reunia para discutir desde as questões de funcionamento do grupo, a textos e livros sobre o fazer teatral. Também era eleita a nova diretoria do Grupo Estandarte, e, após longa discussão, ficaram estabelecidos os cargos de coordenador (sempre duas pessoas), secretário, diretor de comunicação e diretor de estudos e pesquisas. Esta forma de organização sempre foi utilizada pelo grupo desde seu início. O grupo sempre trazia pessoas de fora para ministrar oficinas e palestras na medida em que essas oficinas não eram feitas ao acaso e sim escolhidas a partir do que iria ser trabalhado, e as oficinas ministradas por eles serviam de subsídio para a manutenção do grupo
 
Eu, Wanny, tive a honra de ser aluna de alguns dos integrantes do Grupo Estandarte de Teatro, como: Thémis Suerda, Jonas Sales e tive como diretor da escola Lenilton Texeira. E ao escolher um grupo do qual eu queria fazer o meu trabalho não hesitei e escolhi este grupo que tem 25 anos de história no nosso estado.
 
Hoje seus atuais integrantes são:
Lenilton Teixiera
Themis Suerda 
Dinha Vitor
Danilo Vieira
Bárbara Rocha
Asclé Campos
Marinalva Moura
Edna Paiva
David Emmanuel

WANNY CAROLINE FRANÇA DE LIMA
Escola Municipal de Teatro Carlos Nereu

Comentário Véscio Lisboa Subhadro


Anônimo véscio lisboa disse...
parabéns aos professores e alunos pela iniciativa da construção deste blog de pesquisa, estudo e registro da história do teatro no rio grande do norte. superinteressante esta feliz idéia, parabéns. muito rica a história do teatro no rio grande do norte, destacando nomes como sandoval wanderley, jesiel figueiredo, meira pires, carlos furtado, racine santos, padre alfredo simonetti entre tantos, mas que requer bem mais estudo e registro em benefício dos estudantes e artistas de hoje e de amanhã. darei a minha humilde contribuição. o meu abraço. véscio lisboa
12 de junho de 2011 16:34
Véscio Lisboa (Subhadro) é diretor  da Escola de Teatro "Carlos Nereu".Colaboração sempre bem-vinda!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Leitora pergunta

A leitora Rayane Souza pergunta:"Como está a situação do Teatrinho Sandoval Wanderlei ?"  Aguardamos as respostas dos órgãos competentes!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

prata da casa

Galeria

Jesiel Figueiredo
Dois inquietantes artistas do nosso estado, desbravadores da arte teatral.Jesiel Figueiredo,o  baluarte do teatro norte-rio-grandense.Chico Villa e seu teatro inovador! Tive o privilégio de  conhecê-los,na sua constante inquietação, característica dos grandes buscadores.Investiguemos mais a obra desses dois artistas!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Vida de Jesiel Figueiredo

Jesiel Maciel Figueiredo - diretor de teatro, ator, funcionário da PMN e do Sesi. Nasceu em 11/04/1938, em Natal. No bairro do Alecrim, no salão paroquial  da igreja  de São Pedro, funcionava o seu teatro até 1992. O artista faleceu em 16 de agosto de 1994 em Natal. Jesiel Figueiredo é considerado um dos mais destacados representantes do teatro potiguar. Quando a gente é artista  mesmo  é  iluminado. Mais isso aí já é outra  história, porque a luz não é nossa, é emprestada por Deus. Só temos a obrigacão de polir o vidro da lâmpada  para a luz sair boa. Mas a luz não é nossa. Então  deixa a vaidade besta, deixa de lado e vai para o trabalho, pro dia-a-dia, para  a cultura geral. (trecho da entrevista  concedida a Sandro Fortunato em 16 de abril de 1994).
    


Fontes: 400 nomes de Natal /coordenação  editorial de Rejane Cardoso. Natal: Prefeitura do Natal /2000-8328. Fortunato S. Jesiel Figueiredo - A vida e o Teatro. Disponível em http://www.memoriaviva.com.br/Jesiel/acesso em 10/02/2007.

Material coletado por Andreza Lima

o fazer teatral

Bom dia a todos!!!
CARO AMIGOATORLEITOR,
QUAL A MAIOR EXPERIÊNCIA QUE O FAZER TEATRAL TROUXE PARA SUA VIDA???

Tertu

domingo, 29 de maio de 2011

a força do teatro

Acabo de receber material sobre o novo blog da e.de teatro carlos nereu,administrado pelo incansável prof. frank rodrix,que leciona teatro  no rn.
Leio um texto do grupo do cefet (ex- etfern) e me deparo com uma vasta produção teatral.Este grupo citado no blog, já tem dezoito anos de atuação,tendo levado textos de autores brasileiros consagrados,como Stanislau Ponte Preta e Pedro Bloch, dentre tantos.
Ontem à  tarde li as primeiras páginas de "O abajur lilás",de Plínio Marcos e fiquei  admirado com a força dramática do referido texto e de como a linguagem desse escritor" maldito" era forte e verdadeira...!!!
Caros alunos: escrevam, opinem,critiquem e questionem neste blog!
tertu
endereço do blog:  http://teatronorn.blogspot.com/

sábado, 28 de maio de 2011

Numa conversa...

Numa conversa, na  municipal de Teatro Carlos nereu,recebi o convite do prof. Francesco para uma  parceria neste blog.O blog é mais uma arma de interação entre professosres da citada escola e alunos da mesma.
Leciona ,na E.de Teatro, a disciplina Português,com turmas I,II e III.Notadamente,na era da informática e das possibilidades infinitas proporcionadas pela internete, não há como fugir desses "experimentos" em prol da aprendizagem necessária à formação do ator/autor, finalidade maior da escola de teatro.
Trabalhamos com textos das mais varaidas tendências/vertentes.Por extensão, trabalhamos também com o hipertexto,comos desmembramentos do texto "de papel",que expora N possibilidades frente à interpretação feita pelos alunos.daí a parceria aludida.
A intenção maior desse blog é fazercom que o alunado, acessando o referido blog,possa interagir com os autores a partir dos textos postados e, recriar seus próprios  textos,para serem trabalhados e discutidos em sala de aula.

Sejam  todos bem- vindos!!!

Tertuliano

Grupos Brasileiros

Grupo Estandarte de Teatro - http://www.grupoestandarte.com.br/online/
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare - http://www.clowns.com.br/
Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona - http://teatroficina.uol.com.br/
Grupo de Teatro da Vertigem - http://www.teatrodavertigem.com.br/
Grupo Galpão - http://www.grupogalpao.com.br/
Lume - www.unicamp.br/lume
Armazém Cia. de Teatro - www.armazemciadeteatro.com.br
Parlapatões, Patifes e Paspalhões - www.parlapatoes.com.br
Grupo Bagaceira - www. g bagaceira.flogbrasil.terra.com.br
Cia. do Latão - www.companhiadolatao.com.br

Você sabe quem é Jesiel??

Tertuliano

Re-descobrir seu teatro

Re-descobrir seu teatro. teatro entre os estudantes,começando nas escolas e depois atingindo os grandes palcos.As autoridades,os políticos os gestores de Natal precisam beneficiar o atores, incentivando-os, dando um aparato financeiro e material para que eles possam mostrar sua arte! Bem -vindos ao mundo da fantasia!!!

Tertuliano

Grupos de Teatro do RN

 Coloque aqui o nome de um grupo de teatro do RN que você conhece:

Stabanada Companhia de Teatro | Picadeiro Elenco de Repertório | Grupo de Teatro Fala Esperança | Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare | Grupo de Teatro Ditirambo | Grupo Estandarte de Teatro | Cia Teatral Alegria Alegria | Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará (município de Mossoró) | Cia Teatral Jesiel Figueiredo | Máscara Cia de Teatro | Grupo Teatral Arte Viva (município de Santa Cruz) | Grupo de Teatro Falas e Pantomimas (IFRN - Natal) | Habeas Ars-Grupo de Teatro do Colégio Marista de Natal | Grupo de Teatro União - GRUTEU (São Gonçalo do Amarante) | TESGA - Grupo de Teatro de São Gonçalo do Amarante (São Gonçalo do Amarante) | Grupo Teatral Muganga de Produções | Grupo Persona de Teatro | Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias | Grupo de Teatro Janela | Coletivo Artístico Atores a Deriva | Grupo de Teatro da Casa da Ribeira | Grupo Estação de Teatro | Cia Focart de Teatro | Grupo Artes e Traquinagens | Trapos e Farrapos Grupo de Teatro (FIC) | Cia Manacá de Teatro | Grupo Elas e Companhia Loss de Teatro | Grupo de Teatro Quatro Cantos | Grupo de Teatro Terra Natal | Grupo Brincarte de Teatro | Grupo Teart de Teatro | Esquina Colorida Grupo de Teatro | Grupo de Teatro Bicho de 7 Cabeças | Cia Cênica Ventura (Parnamirim) | Grupo Filhos da Arte (Macaíba)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Arte

O Campo da Arte: reflexões sobre as características da arte.

Francesco Rodrix

Professor de Artes Cênicas
A maioria das pessoas tece considerações sobre as características da arte e sua importância na história das sociedades que distanciam-se cada vez mais das contribuições identificadas nas diversas culturas, relegando a arte, muitas vezes, ao papel de instrumento para outras áreas do conhecimento, esquecendo que a arte é um campo de conhecimento e, por si só, tem seus objetivos, suas funções e papéis. Veremos a seguir as principais características do campo da arte:
- Formação da identidade do sujeito e por tanto, da comunidade na riqueza de suas origens e seus movimentos, afirmando a regionalidade;
- Exercício solidário de partilha das experiências estéticas ante as realidades entrelaçadas das comunidades;
- A manifestação pública ou direcionada as gentes de expressões de suas idéias, sensações e sentimentos como sujeito pertencente a uma comunidade diversa e planetária;
- A prática e aperfeiçoamento do ofício do artista, seu mister em entreter e provocar reflexão e transformação racional e emocional de sujeitos;
- E, até mesmo o entretenimento da ficção.
Essas características fazem da arte um campo de conhecimento distinto da ciência, filosofia, religião e política. O que significa que seu tratamento, usufruto e objetivo difere dos outros campos. A arte possui um viés investigativo assemelhando-se ao campo da ciência, mas não igualando, pois que a ciência se presta, entre outros objetivos, a provar e comprovar idéias e conceitos. Possui um viés questionador análogo ao da filosofia, sua reflexão não permanece no plano das idéias, primando pelo curso da experiência estética. A experiência estética assinala-se como o “ritual sagrado” do fazer e conhecer artístico não objetivando a experiência religiosa. O instante estético vivenciado pelos sujeitos promove a transformação nas diversas dimensões do ser – bio-psico-spirit-socio-cultural – provocando reflexões de cunho moral, podendo modificar hábitos, repensar a sua ação como cidadão que recompõe sua história e sua cultura; e, portanto de atribuição essencialmente política.
A arte, em sua natureza, é educativa e política – “questionadora”. Não se pode dizer que a arte não educa e nem politiza. A participação do sujeito nos processos artísticos o condiciona, bem ou mal, a rever questões não só tratadas pela obra artística a qual ele se dedica, mas questões humanas que emergem a todo instante durante todas as etapas do processo, provocando até mesmo uma “crise existencial”, modificando significativamente suas relações com outros sujeitos e ambientes. E isto indefere se este sujeito é atuante da obra artística ou o espectador/apreciador da mesma obra. Como montar um “Romeo e Julieta” sem discutir as rivalidades familiares, o namoro na adolescência, a violência passional? Como utilizar em cena “Mãe Coragem” de Bertolt Brecht e não ter passado pelo processo de compreensão da relação mãe e filho, da sobrevivência nas guerras? Como não questionar a materialidade e a realidade nas obras de Salvador Dali ou na arquitetura pós-moderna? Como não repensar a própria vida ao ler um Haika ou um koan (poemas japoneses)? Como não se identificar e se emocionar com as novelas Victorianas? Como não se perguntar por quê um sujeito como Leonardo Da Vinci se dedicou tanto a arte como ponto de partida, meio e fim de suas invenções? Será que seríamos todos primatas se não houvessem inventado as vestimentas? Será que teríamos povos alegres sem a música ou a dança? Nos casaríamos? Seríamos amigos uns dos outros? E como provaríamos sabores quase divinos se não houvesse a culinária?
A política partidária eleitoral serve-se da arte como um prato de comida quase que o tempo todo, para convencer, conquistar, lograr, motivar, provocar, trazer para o seu lado ou afastar dos outros lados. Aproveitando que a arte atinge a emoção, a psiquê e a razão, essa a política a utiliza como um instrumento de manipulação. Da mesma forma a arte serve as boas políticas. A arte pode fazer muito bem ou fazer muito mal. Ela não possui um lado, se assim o fosse deixaria de ser arte. Ela depende dos objetivos e da criatividade do sujeito, de seu desejo, sua intenção. Ela fala e se cala. Mostra e esconde para tornar desafiador e misterioso. Encanta e enoja. Educa pelas idéias e pela vivência/experiência. A sua prática é seu trabalho, profissão. A sua profissão e trabalho é a alegria, o prazer e a razão. Seu produto é concreto, material, psicológico, espiritual.
O Campo da arte tem seus pontos de partida que varia de acordo com a vontade dos sujeitos. Este ponto de partida pode ser um texto, uma idéia, uma imagem estática ou em movimento, um som, uma memória, uma vivência, uma observação, números. O ponto de partida pode ser escolhido aleatoriamente ou não. Seja qual for este ponto de partida o sujeito pode iniciar a sua obra, direcionando-a ao meio e fim que desejar. O meio ou processo e o meio contextual (ambiente) para o sujeito-pesquisador é o mais importante, uma vez que neste intervalo entre o começo e o fim as oportunidades eclodem, enriquecendo as experiências de aprendizado, seja este o objetivo ou não do sujeito.