terça-feira, 31 de maio de 2011

Vida de Jesiel Figueiredo

Jesiel Maciel Figueiredo - diretor de teatro, ator, funcionário da PMN e do Sesi. Nasceu em 11/04/1938, em Natal. No bairro do Alecrim, no salão paroquial  da igreja  de São Pedro, funcionava o seu teatro até 1992. O artista faleceu em 16 de agosto de 1994 em Natal. Jesiel Figueiredo é considerado um dos mais destacados representantes do teatro potiguar. Quando a gente é artista  mesmo  é  iluminado. Mais isso aí já é outra  história, porque a luz não é nossa, é emprestada por Deus. Só temos a obrigacão de polir o vidro da lâmpada  para a luz sair boa. Mas a luz não é nossa. Então  deixa a vaidade besta, deixa de lado e vai para o trabalho, pro dia-a-dia, para  a cultura geral. (trecho da entrevista  concedida a Sandro Fortunato em 16 de abril de 1994).
    


Fontes: 400 nomes de Natal /coordenação  editorial de Rejane Cardoso. Natal: Prefeitura do Natal /2000-8328. Fortunato S. Jesiel Figueiredo - A vida e o Teatro. Disponível em http://www.memoriaviva.com.br/Jesiel/acesso em 10/02/2007.

Material coletado por Andreza Lima

o fazer teatral

Bom dia a todos!!!
CARO AMIGOATORLEITOR,
QUAL A MAIOR EXPERIÊNCIA QUE O FAZER TEATRAL TROUXE PARA SUA VIDA???

Tertu

domingo, 29 de maio de 2011

a força do teatro

Acabo de receber material sobre o novo blog da e.de teatro carlos nereu,administrado pelo incansável prof. frank rodrix,que leciona teatro  no rn.
Leio um texto do grupo do cefet (ex- etfern) e me deparo com uma vasta produção teatral.Este grupo citado no blog, já tem dezoito anos de atuação,tendo levado textos de autores brasileiros consagrados,como Stanislau Ponte Preta e Pedro Bloch, dentre tantos.
Ontem à  tarde li as primeiras páginas de "O abajur lilás",de Plínio Marcos e fiquei  admirado com a força dramática do referido texto e de como a linguagem desse escritor" maldito" era forte e verdadeira...!!!
Caros alunos: escrevam, opinem,critiquem e questionem neste blog!
tertu
endereço do blog:  http://teatronorn.blogspot.com/

sábado, 28 de maio de 2011

Numa conversa...

Numa conversa, na  municipal de Teatro Carlos nereu,recebi o convite do prof. Francesco para uma  parceria neste blog.O blog é mais uma arma de interação entre professosres da citada escola e alunos da mesma.
Leciona ,na E.de Teatro, a disciplina Português,com turmas I,II e III.Notadamente,na era da informática e das possibilidades infinitas proporcionadas pela internete, não há como fugir desses "experimentos" em prol da aprendizagem necessária à formação do ator/autor, finalidade maior da escola de teatro.
Trabalhamos com textos das mais varaidas tendências/vertentes.Por extensão, trabalhamos também com o hipertexto,comos desmembramentos do texto "de papel",que expora N possibilidades frente à interpretação feita pelos alunos.daí a parceria aludida.
A intenção maior desse blog é fazercom que o alunado, acessando o referido blog,possa interagir com os autores a partir dos textos postados e, recriar seus próprios  textos,para serem trabalhados e discutidos em sala de aula.

Sejam  todos bem- vindos!!!

Tertuliano

Grupos Brasileiros

Grupo Estandarte de Teatro - http://www.grupoestandarte.com.br/online/
Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare - http://www.clowns.com.br/
Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona - http://teatroficina.uol.com.br/
Grupo de Teatro da Vertigem - http://www.teatrodavertigem.com.br/
Grupo Galpão - http://www.grupogalpao.com.br/
Lume - www.unicamp.br/lume
Armazém Cia. de Teatro - www.armazemciadeteatro.com.br
Parlapatões, Patifes e Paspalhões - www.parlapatoes.com.br
Grupo Bagaceira - www. g bagaceira.flogbrasil.terra.com.br
Cia. do Latão - www.companhiadolatao.com.br

Você sabe quem é Jesiel??

Tertuliano

Re-descobrir seu teatro

Re-descobrir seu teatro. teatro entre os estudantes,começando nas escolas e depois atingindo os grandes palcos.As autoridades,os políticos os gestores de Natal precisam beneficiar o atores, incentivando-os, dando um aparato financeiro e material para que eles possam mostrar sua arte! Bem -vindos ao mundo da fantasia!!!

Tertuliano

Grupos de Teatro do RN

 Coloque aqui o nome de um grupo de teatro do RN que você conhece:

Stabanada Companhia de Teatro | Picadeiro Elenco de Repertório | Grupo de Teatro Fala Esperança | Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare | Grupo de Teatro Ditirambo | Grupo Estandarte de Teatro | Cia Teatral Alegria Alegria | Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará (município de Mossoró) | Cia Teatral Jesiel Figueiredo | Máscara Cia de Teatro | Grupo Teatral Arte Viva (município de Santa Cruz) | Grupo de Teatro Falas e Pantomimas (IFRN - Natal) | Habeas Ars-Grupo de Teatro do Colégio Marista de Natal | Grupo de Teatro União - GRUTEU (São Gonçalo do Amarante) | TESGA - Grupo de Teatro de São Gonçalo do Amarante (São Gonçalo do Amarante) | Grupo Teatral Muganga de Produções | Grupo Persona de Teatro | Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias | Grupo de Teatro Janela | Coletivo Artístico Atores a Deriva | Grupo de Teatro da Casa da Ribeira | Grupo Estação de Teatro | Cia Focart de Teatro | Grupo Artes e Traquinagens | Trapos e Farrapos Grupo de Teatro (FIC) | Cia Manacá de Teatro | Grupo Elas e Companhia Loss de Teatro | Grupo de Teatro Quatro Cantos | Grupo de Teatro Terra Natal | Grupo Brincarte de Teatro | Grupo Teart de Teatro | Esquina Colorida Grupo de Teatro | Grupo de Teatro Bicho de 7 Cabeças | Cia Cênica Ventura (Parnamirim) | Grupo Filhos da Arte (Macaíba)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Arte

O Campo da Arte: reflexões sobre as características da arte.

Francesco Rodrix

Professor de Artes Cênicas
A maioria das pessoas tece considerações sobre as características da arte e sua importância na história das sociedades que distanciam-se cada vez mais das contribuições identificadas nas diversas culturas, relegando a arte, muitas vezes, ao papel de instrumento para outras áreas do conhecimento, esquecendo que a arte é um campo de conhecimento e, por si só, tem seus objetivos, suas funções e papéis. Veremos a seguir as principais características do campo da arte:
- Formação da identidade do sujeito e por tanto, da comunidade na riqueza de suas origens e seus movimentos, afirmando a regionalidade;
- Exercício solidário de partilha das experiências estéticas ante as realidades entrelaçadas das comunidades;
- A manifestação pública ou direcionada as gentes de expressões de suas idéias, sensações e sentimentos como sujeito pertencente a uma comunidade diversa e planetária;
- A prática e aperfeiçoamento do ofício do artista, seu mister em entreter e provocar reflexão e transformação racional e emocional de sujeitos;
- E, até mesmo o entretenimento da ficção.
Essas características fazem da arte um campo de conhecimento distinto da ciência, filosofia, religião e política. O que significa que seu tratamento, usufruto e objetivo difere dos outros campos. A arte possui um viés investigativo assemelhando-se ao campo da ciência, mas não igualando, pois que a ciência se presta, entre outros objetivos, a provar e comprovar idéias e conceitos. Possui um viés questionador análogo ao da filosofia, sua reflexão não permanece no plano das idéias, primando pelo curso da experiência estética. A experiência estética assinala-se como o “ritual sagrado” do fazer e conhecer artístico não objetivando a experiência religiosa. O instante estético vivenciado pelos sujeitos promove a transformação nas diversas dimensões do ser – bio-psico-spirit-socio-cultural – provocando reflexões de cunho moral, podendo modificar hábitos, repensar a sua ação como cidadão que recompõe sua história e sua cultura; e, portanto de atribuição essencialmente política.
A arte, em sua natureza, é educativa e política – “questionadora”. Não se pode dizer que a arte não educa e nem politiza. A participação do sujeito nos processos artísticos o condiciona, bem ou mal, a rever questões não só tratadas pela obra artística a qual ele se dedica, mas questões humanas que emergem a todo instante durante todas as etapas do processo, provocando até mesmo uma “crise existencial”, modificando significativamente suas relações com outros sujeitos e ambientes. E isto indefere se este sujeito é atuante da obra artística ou o espectador/apreciador da mesma obra. Como montar um “Romeo e Julieta” sem discutir as rivalidades familiares, o namoro na adolescência, a violência passional? Como utilizar em cena “Mãe Coragem” de Bertolt Brecht e não ter passado pelo processo de compreensão da relação mãe e filho, da sobrevivência nas guerras? Como não questionar a materialidade e a realidade nas obras de Salvador Dali ou na arquitetura pós-moderna? Como não repensar a própria vida ao ler um Haika ou um koan (poemas japoneses)? Como não se identificar e se emocionar com as novelas Victorianas? Como não se perguntar por quê um sujeito como Leonardo Da Vinci se dedicou tanto a arte como ponto de partida, meio e fim de suas invenções? Será que seríamos todos primatas se não houvessem inventado as vestimentas? Será que teríamos povos alegres sem a música ou a dança? Nos casaríamos? Seríamos amigos uns dos outros? E como provaríamos sabores quase divinos se não houvesse a culinária?
A política partidária eleitoral serve-se da arte como um prato de comida quase que o tempo todo, para convencer, conquistar, lograr, motivar, provocar, trazer para o seu lado ou afastar dos outros lados. Aproveitando que a arte atinge a emoção, a psiquê e a razão, essa a política a utiliza como um instrumento de manipulação. Da mesma forma a arte serve as boas políticas. A arte pode fazer muito bem ou fazer muito mal. Ela não possui um lado, se assim o fosse deixaria de ser arte. Ela depende dos objetivos e da criatividade do sujeito, de seu desejo, sua intenção. Ela fala e se cala. Mostra e esconde para tornar desafiador e misterioso. Encanta e enoja. Educa pelas idéias e pela vivência/experiência. A sua prática é seu trabalho, profissão. A sua profissão e trabalho é a alegria, o prazer e a razão. Seu produto é concreto, material, psicológico, espiritual.
O Campo da arte tem seus pontos de partida que varia de acordo com a vontade dos sujeitos. Este ponto de partida pode ser um texto, uma idéia, uma imagem estática ou em movimento, um som, uma memória, uma vivência, uma observação, números. O ponto de partida pode ser escolhido aleatoriamente ou não. Seja qual for este ponto de partida o sujeito pode iniciar a sua obra, direcionando-a ao meio e fim que desejar. O meio ou processo e o meio contextual (ambiente) para o sujeito-pesquisador é o mais importante, uma vez que neste intervalo entre o começo e o fim as oportunidades eclodem, enriquecendo as experiências de aprendizado, seja este o objetivo ou não do sujeito.